Um condomínio de casas do zero by Ana Maria Magalhaes

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3 dicas para não errar no projeto

Continuando nossa série sobre Condomínios Residenciais, criei este post para contar sobre 3 cuidados na hora de desenvolver um projeto, agora que você já sabe quais são as necessidades de aprovação antes de começar a desenhar.

Capriche na apresentação e venda a idéia

Acredito que a melhor forma de alinhar as expectativas do cliente com a realidade do projeto é através da representação. E, por isso, não poupamos recursos. Apresentamos nosso projeto em forma de uma revista, que acreditamos ser uma maneira mais humana de dialogar do que os famigerados PPTs. Isso não quer dizer que vamos negar a tecnologia, muito pelo contrário, complementamos a nossa apresentação com imagens virtuais 360° que podem ser visualizadas no celular ou ainda em um óculos de realidade virtual. Quanto mais fiel ao projeto, melhor.

Quando todos conseguem enxergar o que você pensou, fica mais fácil de “vender” suas idéias.

Não se iluda pensando; “Ah, depois eu resolvo isso no projeto executivo!”

Projetos que nascem errado, se desenvolvem assim. A cada etapa que passa fica mais difícil “encaixar” alguma coisa que não pensou antes. Leve tudo em consideração, e por último vale a pena conferir mais uma vez se o projeto atende ao COE e à lei de zoneamento. Quanto mais assertivo for o projeto, mais rápido ele será aprovado.

Pense em quem vai por a mão na massa (ou no bolso)

Quando o empreendedor contrata um projeto de arquitetura, já tem alguns números no papel e uma ideia clara do quanto pretende gastar na construção, e isso deve ser levado em conta desde a concepção do projeto. É claro que existem elementos e soluções arquitetônicas que se fazem imprescindíveis para o conjunto do conceito, e nós, arquitetos, não devemos abrir mão da nossa liberdade criativa, mas é preciso apresentar argumentos convincentes e pertinentes para chegar em um acordo.

Está gostando? Então fique ligado em nosso blog, nós também AMAMOS arquitetura.

Um condomínio de casas do zero: O que fazer antes? by Leonardo Rudi

Se você pretende iniciar o projeto de um conjunto residencial horizontal, ou condomínio de casas, deve querer levar em consideração algumas dicas que hoje me valem muito antes de dar o start. Para o meu processo é muito importante reunir as principais informações antes de começar a desenhar. Dá um pouco trabalho mas é isso que garante a viabilidade da implantação do projeto e traz os parâmetros que devem nortear o processo.

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Antes de começar o projeto, busque a matrícula do imóvel. Nesse documento estarão descritas todas as características do terreno como localização, dimensões e todo histórico de transações relacionadas. A solicitação da matrícula é feita no cartório de imóveis onde ele está registrado. É só ir até lá e retirar o documento na mesma hora.

Atenção, é necessário consultar também a escritura primitiva, muitos bairros da cidade foram loteados e, em alguns casos, foram estabelecidas restrições que não permitem que sejam feitos conjuntos de habitação. De acordo com o art. 59 da Lei Municipal n. 16.402/16; Nas ZER-1, ZER-2, ZERa, ZCOR-1, ZCOR-2, ZCOR-3, ZCORa e ZPR, as restrições convencionais de loteamentos aprovadas pela Prefeitura, estabelecidas em instrumento público registrado no Cartório de Registro de Imóveis, referentes a dimensionamento de lotes, recuos, taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, altura e número de pavimentos das edificações, deverão ser atendidas quando mais restritivas que as disposições desta lei.

Portanto, se o terreno está em alguma dessas zonas é importante consultar a primitiva e adotar as restrições pertinentes. É possível que você enfrente alguma dificuldade para encontrar esses documentos, para isso existem advogados especializados que emitem um relatório de filiação do imóvel.

Muito trabalho? (E bastante responsabilidade!) Existem profissionais especializados que prestam esse serviço, desenvolvem um EVTL, sigla para estudo de viabilidade técnico e legal, onde todos os dados são levantados e organizados em um documento.

 

#DicaDaArquiteta: descubra aqui em que zona está o terreno. Para quem não conhece, o GeoSampa é um mapa interativo disponibilizado pela prefeitura que reúne dados detalhados e georreferenciados sobre toda a cidade. Vale a pena explorar um pouco. Lá nas camadas você também encontra os perímetros das zonas de acordo com a legislação vigente.